sábado, 29 de junho de 2019

Atualização do Patrimônio Financeiro - Jun/2019 (R$ 78.809,83 +4,53%)


Mês complicado no Day trade, mas ainda de lucro!
RF em preparação para o Day-Trade Full-Time!

Saldos:
Saldo em Contas Correntes: R$ 998,82
Saldo em Espécie: R$ 44,15
Saldo em Criptomoedas: R$ 1.662,63
Saldo em Aplicações de Renda Fixa (TD, LCs e CDBs): R$ 50.723,82
Saldo em Ações: R$ 0,00
Saldo em "Giro" para Day Trade: R$ 1.509,48
Saldo em Previdência Privada: R$ 11.796,53
Saldo em FGTS: R$ 12.074,40

Resultado total: R$ 78.809,83 (+R$ 3412,12)



Considerações: 

1 -   Criptomoedas: Um pouco de arrependimento por não ter feito a transferência temporária que pensei em fazer de IOTA para Bitcoin. Como todos sabem o Bitcoin teve uma evolução monstruosa e o que houve é que o mercado fez o que eu deixei de fazer, tirar de IOTA para colocar em bitcoin. Acredito muito na tecnologia da IOTA, mas este movimento seria apenas para realizar um pouco de lucro e depois recomprar a IOTA mais barata.  Pelo menos a leve alta do Ethereum compensou um pouco o arrependimento de não ter movimento das criptos (além de que o custo de movimentação da Exchange está razoavelmente alto também).

2 -   Previdência Privada: Um salto no rendimento. O aporte foi o mesmo, mas a administração caprichou no rendimento este mês o que fez subir o valor em mais de 5%  - mas foi também obviamente devido ao otimismo na Bovespa.

3 -   Day-Trade: Um mês meio "sem graça" para minha estratégia. Acabei tendo um alto rendimento nos primeiros dias do mês, mas fui devolvendo muito ao longo do mesmo. Ao observar isto, coloquei a mão no freio do risco para evitar um mês negativo, e escolhendo muito mais as entradas ainda consegui um rebote positivo na última semana. Foi um resultado positivo, mas eu chamaria de "O mês do  0x0", uma vez que o saldo final daria apenas para pagar os custos de plataforma, internet, energia elétrica, e um cachorro-quente de almoço. (devo detalhar em post próprio as operações de Junho).

4 -   Renda Fixa (aportes): Como citei num post anterior, estou em vias de passar apenas ao Day-Trade e com isso estou reforçando meu "colchão financeiro". Segurei as pontas nos gastos e consegui fazer bons aportes superando pela primeira vez a marca de 50k líquidos em investimentos. Tendo a reserva de emergência em Tesouro Selic já completamente restabelecida, e alguns CDBs  > 125% para prazos médios bem alocados.


Este mês sem surpresas de carros batidos, ou custos não previstos, mas continuo com a briga de não conseguir me apoiar em um orçamento. Sei, mais ou menos, dos meus gastos e sempre gasto por volta de 30% a 40% das minhas entradas, então está sempre sob controle. Mas as vezes me percebo em gastos supérfluos que ainda poderiam ser minados caso tivesse uma observação meticulosa que o orçamento traz.

O único orçamento que tem sido eficiente é o da minha "Empresa Day-Trade", mas ainda são custos simples e fixos, uma vez que emolumentos e corretagens (variável) já entram debitados no valor líquido.

Novamente vou me fazer a promessa de reiniciar um orçamento pessoal e anotação de gastos neste início de Julho. Me desejem sorte.

K.T.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Qual o problema do meu trabalho atual? "Desabafo"

Essa postagem vai ter um tom bem mais pessoal do que já tem as outras: acho que ficará mais como um desabafo, mas fiquem à vontade para comentar. Se acharem grande e quiserem pular o relato, nos vemos no próximo post! =)


Enfim, não lembro se já disse aqui, mas tenho o tão sonhado emprego no setor público, o trabalho que faço atualmente (da maneira que eu faço - infelizmente sem vontade alguma) não é intelectualmente difícil embora exija um pouco em certos casos.

Faço o melhor que posso para o público atendido - modéstia a parte, com muita qualidade e eficiência, mas os patrões já não se agradam deste meu modo de atendimento pois me exigem vender produtos junto ao atendimento que eu sei que não vão ajudar os clientes (isso se não prejudicá-los) e,  obviamente, isso não é lucrativo a curto prazo (metas, metas e somente metas).

Já tentei de algumas maneiras fazer estas vendas, mas me sinto mal fazendo - além de não gostar da abordagem de venda em si: acredito que as pessoas devem procurar e decidir o que querem. Se alguém me procura para saber sobre um produto, explico tudo o necessário e deixo na mão da pessoa a decisão de comprar ou não. Não empurro nada para ele como vejo colegas fazendo, odeio que fazem isso comigo e acho que odeio mais ainda ver esses colegas fazendo vendas que considero 'abusivas', no sentido de estar tirando dinheiro de uma pessoa da qual temos conhecimento que ela mal consegue colocar comida em casa, quanto mais arcar com algo que só vai tirar dinheiro dela e não lhe trazer nenhum benefício adicional, presente ou futuro.

Esses dias também achei um absurdo a empresa pedir para que vendêssemos um produto que, há poucas semanas só causou problemas e devoluções por parte dos clientes, além de ter gerado muita insatisfação. Me coloquei ativamente contra a venda do mesmo uma vez que não tinha qualidade e também colocava a imagem da empresa em maior risco - mas a resposta foi basicamente: isso não importa, a ordem de cima é pra vender e ponto! Tentei conversar com setores superiores, mas até então (quase 2 meses) fui apenas empurrado para outro setor que não respondeu mais a demanda e eu simplesmente desisti.

Daí me indago a trabalhar para eu mesmo, ou quem sabe encontrar uma empresa que aplique a ética de maneira sincera e não apenas em documentos das quais temos que concordar, mas que os grandes players da empresa se envolvem em escândalos e corrupção e os mais baixos não se importam de verdade em ajudar o cliente.

Entendo que a empresa paga meu salário - mas a mesmo tempo não estou deixando de fazer o trabalho de atendimento ao cliente: tirando dúvidas, ajudando a contratar alguns produtos, auxiliando com algumas tarefas básicas para as pessoas desinformatizadas sobretudo - e por isso ainda acho justo receber o salário que recebo, mas me incomoda estar em um lugar com valores declarados muito semelhantes aos meus, mas na prática, indo totalmente na contramão

No meu ambiente de trabalho há umas 30 pessoas e posso dizer que muitos deles se preocupam em ter uma postura ética (embora as pessoas no topo da cadeia, não), mas vejo eles "vendendo" sua ética para não ter problemas no ambiente de trabalho ou mesmo porque necessitam absurdamente do trabalho para dar conta de pagar pelos próprios produtos que vendemos onde se afundaram e levam clientes a se afundar: no fundo eles sabem onde que isso tudo leva... mas parece que levou a um ciclo de aceitação do qual não tenho conseguido (e acho que nem devo) participar! 


Como disse, foi mais um desabafo, inclusive porque tenho me sentido muito mal ultimamente no ambiente de trabalho (fisicamente mal como falei em um post anterior) e, sei lá.. aqui me sinto sendo mais aberto com alguém além da minha psicóloga.

Até o próximo post "normal".

K.T.